sexta-feira, 18 de abril de 2014

Soneto do Períneo Peludo



Costura oculta em obscuro canto,
Quase esquecida em seu sombrio lar,
Será cantada a fim de festejar
A beleza das pregas que amo tanto.

Pedacinho mimoso que é só encanto
Língua ávida a lamber vem convidar,
Se um pelinho entre os dentes se enfiar,
No lambedor há de causar espanto.

Entre as polpinhas se esconde o mistério
Que une dois prazeres como a calceta
Na harmonia bela de um hemisfério.

Alguns poucos lhe viram a faceta
Hirsuta e bela em seu singelo império
No caminho que liga o cu e a buceta.

                                                 Por Marcel Costa.

EDIT (18/04/14 11:26): hoje de madrugada esqueci de assinalar porque estava dopado de Alprazolam, mas nunca é tarde: esse soneto é dedicado a minha querida e casta prima Mariana Rocha, dona de um elegante períneo pelado. Prima, te amo! <3

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