quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Mulher de bunda grande fede?

Exemplar anônimo

        Essa questão foi levantada há muitos anos pelo meu sogro. Embora seja essencialmente machista e boçal, aqui no Períneo Peludo ela merece alguns momentos de reflexão. Vamos, portanto, ao rabo!
        Independentemente dos mimos que a condutora dedique ao seu traseiro avantajado, uma coisa no reino físico da matéria é incontestável: tudo o que é maior demanda mais trabalho. Inclusive a bunda. Afinal, há uma grande área de epiderme que sua, roça, assa e acumula materiais ao longo do dia: evidentemente, uma bunda grande possui maior área de contato do que uma bunda menor, exigindo, dessa forma, maiores cuidados e asseio. Antes de falar desses cuidados, ponderemos acerca da natureza física da bunda grande:

1 - Uma bunda grande engole a calcinha. Aliás, há uma questão que é um mistério para os homens e que seja, talvez, tema para um próximo tópico: não é desconfortável ter um fiapo de pano esticado como um elástico repuxando desde o rego, passando pelo glorioso períneo e pelos grandes lábios (e até pelos pequenos), até o púbis? O dia inteiro? As forças físicas puxando-o para cima e para baixo, para um lado e para o outro? Enfim... o que sabemos – ou ao menos achamos que sabemos –, é que nádegas imensas colaboram para o sumiço da calcinha, que entra em contato profundo com órgãos excretores e reprodutores cuja fama não é exatamente a de “perfumados”.

2 – Todas as bundas suam, mas bundas grandes suam mais. “- É lógico, idiota!”, pensarão os simplistas. Contudo, para o desenvolvimento de nossa reflexão, não podemos ignorar o fato de que uma maior quantidade suor acarreta no surgimento de mais “material indesejado” naquele local escuro e morno.

3 – (relembrando as aulas de “conjunto” do ensino primário) Toda bunda contém um cu. Todo cu está contido em uma bunda. O cu exige cuidados diários e constantes: precisa ser lavado, polido e ter os pelos aparados. Uma bunda grande é um verdadeiro obstáculo para o adequado asseio do cu, um desafio natural para sua orgulhosa dona.

        Dada a natureza física da bunda grande, passemos às obrigações da condutora. Como disse Tio Ben, “grandes poderes exigem grandes responsabilidades”: muitas moças fagueiras agraciadas com uma bunda enorme tratam seu patrimônio com desdém, deixando-o em ponto de dar bicho. Penso, por exemplo, se as moçoilas que se sacodem nas festas de rua de Padre Miguel, ao chegarem em casa, executam todos os rituais de higienização necessários para remover as crostas de suor seco que se acumularam entre as nádegas durante a farra. Penso, ainda, nas aulas de spinning: aquelas bundas enormes engolfando os banquinhos das bicicletas até fazê-los sumir nos claustrofóbicos abismos de carne. O cozimento que se dá no caos de suor, pele, calcinha e pentelhos em fricção frenética pode dar origem a vários compostos, de penicilina a creme de cebola. Seja lá o que for, sagrado ou profano, precisa ser removido dali imediatamente, sob risco de desenvolver uma mutação do Ebola. A condutora precisa dedicar todo o tempo e esforço que a limpeza daquela grande área demanda. Há, certamente, donzelas que vão dormir sem lavar a bunda e, no dia seguinte, usam a mesma calça para a aula de spinning. Talvez até a mesma calcinha.
        Feitas as reflexões, conclui-se que a premissa do título pode até ser preconceituosa, mas abre espaço para o alerta urgentíssimo: uma bunda grande exige grande cuidado para não ficar fedenda. Ela precisa ser limpa. Toda ela. Até o fundo. Até a última preguinha do períneo. E deve ser lavada de novo e de novo até que somente pele reste entre as nádegas. Isso é tão importante que deveria estar na Constituição, deveria ser afixado nas paredes dos pagodes, bailes funk, raves, academias e shows do Belo.
        Finalmente, é preciso que os rapazes façam sua parte para que a bunda grande e fedida não seja tratada como algo comum em meio à raça humana: exijam seus direitos! Não cedam aos pedidos de sexo oral antes de um banho longo com bastante sabonete. Imagine enfiar a cara entre duas nádegas sebentas e, no fim, esticar a língua num cu sujo e suado? Não há tamanho de bunda que justifique isso, meu jovem! (a menos que você se enquadre na “Teoria do Creminho”, aí, menó, é tudo teu!).
        Estamos todos unidos por um mundo melhor, com bundas vistosas e asseadas.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Ensaio sobre o creminho


      Pois bem, é hora de falar de creminho. E não pense o senhor e a senhora que estamos falando de Monange, tampouco de Cremogema – ainda que o creme em questão em muito se assemelhe ao mingau. Não, esse creminho é mais embaixo.
      O cenário é o seguinte: festa de rua. Baile funk. Calor infernal. Cerveja. Suor. Pronto, todos os elementos necessários à produção do creminho estão presentes. O sujeito compra a cerveja naquelas barraquinhas de pau e plástico, cheias de latinhas penduradas pra fazer a propaganda, e vai dançando e bebendo, fazendo o “passinho” e bebendo... a cerveja esquenta e ele engole rápido pra não desperdiçar os “três real” que pagou no latão de 475ml. A bexiga aperta. Não, ele não procura um banheiro, a parede é logo ali. É notável como esse pessoal que mija na rua pensa que basta virar uma esquina e dar alguns passos para o pau ficar invisível. Mijar na rua da festa é feio, mas na esquina, com toda a gente olhando do mesmo jeito, é normal. Sai o jato. O esguicho bate com força na parede e respinga pra todo lado: no pé, na bermuda, na camisa e no sujeito que está mijando ao lado. Uma sacudidela rápida, nervosa, precede o retorno do pinto à sunga. Porém, como todo possuidor de pinto bem sabe, nem duzentas sacudidelas seriam suficientes para se livrar dos últimos resquícios de urina. Como diz o ditado, “a última gota é da cueca”. Começa, então, a mágica.
      O sujeito volta para a festa e aproveita para limpar as mãos na camisa dos amigos, fingindo um cumprimento. Na escuridão úmida de seu prepúcio aquele restinho de urina cozinha, se mistura ao suor e, no remelexo do pancadão, começa a ganhar consistência. Está pronto o creminho.
      Uma vítima incauta é abordada pelo portador do requeijão. Não é preciso muita conversa: duas ou três interjeições acompanhadas de um verbo e uns grunhidos bastam para convencer a safadenha a enveredar por aquela esquina, lembram? A mesma onde todo mundo mija, só que uns metros mais acima. Enfiados entre o muro e um carro estacionado, trocam cinco minutos de beijos com sabor de cerveja e cigarro paraguaio, então, ele coloca as mãos em seus ombros. Ela entende o sinal e se agacha cedendo gentilmente à pressão. Abre-se o zíper. Na penumbra, a vítima não consegue distinguir o perigo à sua frente e gulosamente coloca em sua boca aquele piru cheio de creminho cozido. E ainda raspa tudo com a língua. Mas, não se enganem, senhoras e senhores! O ciclo do creminho ainda não está completo – antes estivesse.
      A vítima, após exaustivo trabalho bucal, volta para o baile. Ora, todos sabem que não se escovam os dentes numa festa de rua... então, aquele creminho que outrora emboçava como argamassa a glande do mijão agora está nos dentes da ném. Seu rebolado em forma de quadradinho logo chama a atenção de um rapaz casto e católico, que só está ali porque o primo motoboy o convidou. Ele ganha confiança e vai conversar com a contaminada. A conversa dá frutos e ele ganha um beijo. Comprido. De língua. Cheio de creminho daquele outro cara.
      Imaginem agora, senhores e senhoras, esse fenômeno se repetindo múltiplas vezes, por toda a extensão da festa. Mijo, suor, saliva, beijos, boquetes, creminho pra todo lado. É a verdadeira orgia do creminho. No fim da noite todos voltam para casa com um estranho sabor salgado na língua. E dormem sem escovar os dentes. O que surge em suas bocas na manhã seguinte é tão imoral que não merece uma crônica.

sábado, 19 de abril de 2014

Gases x Treino


O tema que vamos discutir hoje é... Por que as pessoas peidam treinando? Será que elas esquecem de que não se deve apenas fortalecer bíceps, costas, glúteos e pernas? É importante fazermos um trabalho de fortalecimento para o períneo, é claro, não só apenas treino de força mas também devemos incluir os alongamentos.
Todos nós meros mortais já presenciamos uma situação dessas em que alguém próximo a nós deu um gás “diferente” ao treino. Seja algum colega, amigo, professor da academia ou simplesmente alguém com quem estamos revezando um aparelho.
O que devemos fazer nessa situação para não deixar o amiguinho constrangido? Pode ser beber água, ir ao banheiro, escolher outro exercício, dar uma circulada em busca de ar puro...

O importante é não se esquecer de que: NÃO ADIANTA SER FORTE E TER CU FROUXO!

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Soneto do Períneo Peludo



Costura oculta em obscuro canto,
Quase esquecida em seu sombrio lar,
Será cantada a fim de festejar
A beleza das pregas que amo tanto.

Pedacinho mimoso que é só encanto
Língua ávida a lamber vem convidar,
Se um pelinho entre os dentes se enfiar,
No lambedor há de causar espanto.

Entre as polpinhas se esconde o mistério
Que une dois prazeres como a calceta
Na harmonia bela de um hemisfério.

Alguns poucos lhe viram a faceta
Hirsuta e bela em seu singelo império
No caminho que liga o cu e a buceta.

                                                 Por Marcel Costa.

EDIT (18/04/14 11:26): hoje de madrugada esqueci de assinalar porque estava dopado de Alprazolam, mas nunca é tarde: esse soneto é dedicado a minha querida e casta prima Mariana Rocha, dona de um elegante períneo pelado. Prima, te amo! <3

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Os donos do Períneo


Amanda, Danielle, Marcel e Natália: os donos do Períneo.

      Nasce hoje o Períneo Peludo, blog insano cujo foco é discutir assuntos esdrúxulos, polêmicos, escatológicos e inúteis que, na verdade, interessam a todo mundo. Afinal, quem não quer saber se é correto ou não raspar os pelinhos do períneo? É socialmente aceitável ter um períneo liso e sedoso como uma pera portuguesa? São questões existenciais que podem salvar você de um vexame com aquela pessoa amada que, na hora “H”, pode dar aquela espiada no seu períneo e gritar: “- Nossa! Que horror!”.
      Muitos outros assuntos de igual pertinência serão debatidos aqui. Aceitamos sugestões, contanto que não sejam ordinárias. Queremos falar merda. Queremos fugir do lugar comum – o que não falta por aí é blog de autoajuda e de aconselhamento romântico... chega, né? Queremos é saber qual é a sensação de sentir a menstruação descendo e não ter um absorvente, o que fazer quando aquele rapaz lindíssimo tem um cecê horroroso e resolve te dar “aquele” abraço, ou ainda, conforme sugestão de nossa autora Amanda, se é cabível o indivíduo emitir flatos (viu? Períneo Peludo também é cultura! Flato = peido) durante o treino de musculação.
      Ah, não espere redações lindas ou linguagem formal: os únicos professores de Português aqui são Danielle e eu. Os autores do blog são livres para escreverem como bem quiserem. Quer Português correto? Vá ler a coluna do Bechara na Veja. Quer realmente saber o que as pessoas acham do seu sutiã marrom e dessa sua calça saruel? Esse é seu blog! Salve o Períneo Peludo! o/ o/ o/