Exemplar anônimo
Essa
questão foi levantada há muitos anos pelo meu sogro. Embora seja essencialmente
machista e boçal, aqui no Períneo Peludo
ela merece alguns momentos de reflexão. Vamos, portanto, ao rabo!
Independentemente
dos mimos que a condutora dedique ao seu traseiro avantajado, uma coisa no
reino físico da matéria é incontestável: tudo o que é maior demanda mais trabalho.
Inclusive a bunda. Afinal, há uma grande área de epiderme que sua, roça, assa e
acumula materiais ao longo do dia: evidentemente, uma bunda grande possui maior
área de contato do que uma bunda menor, exigindo, dessa forma, maiores cuidados
e asseio. Antes de falar desses cuidados, ponderemos acerca da natureza física da
bunda grande:
1 -
Uma bunda grande engole a calcinha. Aliás, há uma questão que é um mistério
para os homens e que seja, talvez, tema para um próximo tópico: não é
desconfortável ter um fiapo de pano esticado como um elástico repuxando desde o
rego, passando pelo glorioso períneo e pelos grandes lábios (e até pelos
pequenos), até o púbis? O dia inteiro? As forças físicas puxando-o para cima e
para baixo, para um lado e para o outro? Enfim... o que sabemos – ou ao menos
achamos que sabemos –, é que nádegas imensas colaboram para o sumiço da
calcinha, que entra em contato profundo com órgãos excretores e reprodutores
cuja fama não é exatamente a de “perfumados”.
2 –
Todas as bundas suam, mas bundas grandes suam mais. “- É lógico, idiota!”,
pensarão os simplistas. Contudo, para o desenvolvimento de nossa reflexão, não
podemos ignorar o fato de que uma maior quantidade suor acarreta no surgimento
de mais “material indesejado” naquele local escuro e morno.
3 –
(relembrando as aulas de “conjunto” do ensino primário) Toda bunda contém um
cu. Todo cu está contido em uma bunda. O cu exige cuidados diários e constantes:
precisa ser lavado, polido e ter os pelos aparados. Uma bunda grande é um
verdadeiro obstáculo para o adequado asseio do cu, um desafio natural para sua
orgulhosa dona.
Dada
a natureza física da bunda grande, passemos às obrigações da condutora. Como disse
Tio Ben, “grandes poderes exigem grandes responsabilidades”: muitas moças
fagueiras agraciadas com uma bunda enorme tratam seu patrimônio com desdém,
deixando-o em ponto de dar bicho. Penso, por exemplo, se as moçoilas que se sacodem nas festas de rua de Padre Miguel, ao
chegarem em casa, executam todos os rituais de higienização necessários para
remover as crostas de suor seco que se acumularam entre as nádegas durante a
farra. Penso, ainda, nas aulas de spinning:
aquelas bundas enormes engolfando os banquinhos das bicicletas até fazê-los
sumir nos claustrofóbicos abismos de carne. O cozimento que se dá no caos de suor,
pele, calcinha e pentelhos em fricção frenética pode dar origem a vários
compostos, de penicilina a creme de cebola. Seja lá o que for, sagrado ou
profano, precisa ser removido dali imediatamente, sob risco de desenvolver uma
mutação do Ebola. A condutora precisa dedicar todo o tempo
e esforço que a limpeza daquela grande área demanda. Há, certamente, donzelas
que vão dormir sem lavar a bunda e, no dia seguinte, usam a mesma calça para a
aula de spinning. Talvez até a mesma
calcinha.
Feitas
as reflexões, conclui-se que a premissa do título pode até ser preconceituosa,
mas abre espaço para o alerta urgentíssimo: uma bunda grande exige grande
cuidado para não ficar fedenda. Ela precisa ser limpa. Toda ela. Até o fundo.
Até a última preguinha do períneo. E deve ser lavada de novo e de novo até que somente
pele reste entre as nádegas. Isso é tão importante que deveria estar na
Constituição, deveria ser afixado nas paredes dos pagodes, bailes funk, raves, academias
e shows do Belo.
Finalmente,
é preciso que os rapazes façam sua parte para que a bunda grande e fedida não
seja tratada como algo comum em meio à raça humana: exijam seus direitos! Não
cedam aos pedidos de sexo oral antes de um banho longo com bastante sabonete.
Imagine enfiar a cara entre duas nádegas sebentas e, no fim, esticar a língua
num cu sujo e suado? Não há tamanho de bunda que justifique isso, meu jovem! (a
menos que você se enquadre na “Teoria do Creminho”, aí, menó, é tudo teu!).
Estamos todos unidos por um mundo melhor, com
bundas vistosas e asseadas.
